A crise da invisibilidade - O Deus que vê as mulheres invisíveis.
MISSÃO E LIDERANÇA GLOBALJUSTIÇA SOCIAL
Sónia Reis Simões
11/7/20254 min read


A crise da invisibilidade
O Deus que vê as mulheres invisíveis
Falar sobre a situação das mulheres em todo o mundo hoje leva-nos ao princípio.
No relato da criação, lemos que Deus, ao criar todas as coisas, repetidamente declarou: “E viu Deus que era bom!”. Mas há um momento especial em que o tom muda: “Não é bom que o homem fique sozinho. Vou arranjar-lhe uma companhia apropriada.” (Génesis 2:18). Foi então que Deus criou Eva e a apresentou a Adão, que ficou maravilhado! Um momento lindo na história da criação, quando a mulher surge como expressão da bondade e da beleza do Criador.
O que vivemos hoje não era o plano inicial
No entanto, em Génesis 3, o pecado entra no mundo e tudo muda. O quebrantamento trouxe dor, injustiça e invisibilidade. E, infelizmente, a mulher passou a ser desvalorizada, usada e muitas vezes silenciada. Essa realidade é visível ainda hoje em diferentes culturas e contextos. A violência de género, a desigualdade salarial, o abuso, a exploração sexual, a discriminação e padrões sociais que reduzem a sua identidade, são algumas das situações que atingem a mulher de modo transversal. Muitas mulheres vivem uma verdadeira crise de invisibilidade. E é notável a frequência com que as mulheres experimentam este sentimento indesejável.
A história de Agár
Quando olhamos para a Bíblia, encontramos um exemplo e um retrato real dessa realidade, Agár. Escrava, rejeitada e sozinha no deserto, ela parecia não ter valor algum aos olhos da sociedade. Estava perdida, desanimada e com medo. Será que há forma de alguém ficar mais invisível? Mas ali, na sua solidão, algo maravilhoso acontece, o anjo do Senhor encontra-a junto a uma fonte no deserto, chama-a pelo nome e pergunta:
“Agár, escrava de Sarai, de onde vens e para onde vais?” (Génesis 16:7-8).
Quando ninguém a via, Deus viu. Quando ninguém a ouvia, Deus ouviu. Ouviu até as palavras não ditas e que angustiavam o seu coração.
Agár então declarou:
“Tu és o Deus que me vê!” (Génesis 16:13).
Ainda hoje, somos cercados por milhares de “Agares” — mulheres invisíveis, sofridas, sem voz e sem esperança. Mas a verdade é que a mensagem de Deus é a mesma ainda hoje: Ele continua a ver, ouvir e valorizar cada mulher.
Quando ninguém a via, Deus viu.
Quando ninguém a ouvia, Deus ouviu.
Ouviu até as palavras não ditas e que angustiavam o seu coração.


Feminismo e Feminilidade
Vivemos numa época em que o feminismo procura, muitas vezes, apagar as diferenças entre homens e mulheres. E embora tenha surgido como resposta legítima a injustiças, em algumas formas extremas tem conduzido à negação da feminilidade — como se a sensibilidade, a ternura ou a maternidade fossem fraquezas.
A Bíblia, porém, apresenta uma visão equilibrada e libertadora:
A mulher foi criada à imagem e semelhança de Deus (Génesis 1:27).
As suas características únicas — sensibilidade, cuidado, sabedoria e força — são dons divinos, não limitações.
O propósito de Deus não é competição entre géneros, mas complementaridade e dignidade partilhada.
A feminilidade bíblica resgata a identidade plena da mulher, mostrando que ela pode ser firme e compassiva, ativa e contemplativa, forte e delicada — tal como o coração do próprio Deus.
Na verdade é isto que, por exemplo, torna a missão do RTM Mulheres de Esperança (TWR Women of Hope) tão relevante. É fundamental que seja proclamado ao mundo a verdade de que cada mulher é vista, amada e valorizada por Deus. Quando o pecado entrou no mundo em Génesis capítulo 3, nosso Criador prometeu um caminho para nos reconciliar com Ele no mesmo capítulo. A escuridão e o quebrantamento encontraram seu caminho para entrar no mundo, mas em Cristo há esperança, cura e vida!
É urgente a missão de alcançar mulheres de todas as idades e culturas, proclamando que em Cristo há esperança, cura e vida nova.
É fundamental que seja proclamado ao mundo a verdade de que cada mulher é vista, amada e valorizada por Deus.


Assim como Agar, cada mulher pode encontrar no deserto da sua dor o Deus que a vê e ama. Quando a sociedade insiste em torná-las invisíveis, levantemos a voz, nós, igreja, para dizer:
“Tu não és invisível. Tu és vista, amada e escolhida por Deus.”
O RTM Mulheres de Esperança é um ministério global que leva esperança e cura em Cristo às mulheres, através das gerações.
Convida cada mulher a uma jornada espiritual onde aprende sobre as realidades que outras enfrentam, ora com milhares de intercessoras ao redor do mundo, ouve mensagens de fé e restauração, cresce em sabedoria e liderança, e doa tempo e recursos para que mais mulheres descubram o seu valor e o amor de Deus.
Queres saber mais como podes levar esta mensagem de Esperança às mulheres? Fica a conhecer-nos melhor no nosso site, explora o blog e segue-nos em @rtmmulheresperanca. Esperamos por ti!


Sónia Reis Simões
É a Coordenadora Geral do RTM Mulheres de Esperança em Portugal.
É casada com o Levi e mãe da Petra. Tem na música uma companheira para todas as tarefas, e falar do amor de Deus às mulheres é a sua missão de vida.
